CASA DE PÁSSARO É ASSIM

sábado, 4 de dezembro de 2010

NOVA RAÇA “ GIRALDILLO SEVILLANO “


 
SEGº  FERNANDO ZAMORA Ornitologia Giralda
Como novidade, no concurso da Giralda, foram apresentados fora da competição, quatro aves de uma possível nova corrida tão-chamado "Giraldillo". As aves pertencem ao detentor Francisco Garcia, que efectue Cabrera trabalho destas aves 6 anos. Já houve várias reuniões entre alguns criadores, os membros da Giralda, para começar a trabalhar nesta nova corrida e tentar estabelecer uma norma.
O último sábado dia 27 de Fevereiro, fez um jantar-reunião para discutir o modelo de Giraldillo, discutida (diferentes conceitos e muito) do modelo.


 


Como alguns têm ouvido, vários dos nossos parceiros estão a trabalhar para introduzir uma nova raça de posição chamado GIRALDILLO SEVILLANO. Algumas das suas características especiais são as suas dimensões, pela sua posição e especialmente a corona ou coroa que carrega em sua cabeça. O principal arquitectar desta nova raça é o nosso parceiro n. º 95 D. Francisco Javier Cabrera Garcia, que tem cerca de 7 anos a trabalhar e criar esta nova raça.


Gostaria de adiantar que como aficionado de canários de porte e postura reconheço o trabalho que aqui está apresentado. Não sou indiferente a outros trabalhos mas acho este um trabalho difícil e complexo requerendo muita dedicação e gosto por a canaricultora em particular. Como sempre digo aprender todos os dias ter desgostos por vezes, alegrias algumas e prazer em criar aves sempre, sempre.         

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

NOVA MUTAÇÃO / CANÁRIO DE COR


 Lipocromo Amarelo Mosaico Vermelho


                                          Foto ; José Giordano Penteado



Dias atrás vi a foto desse canário circulando pelo orkut de alguns amigos, apesar de ter visitado o 59º Campeonato Brasileiro não tive o prazer de vê-lo pessoalmete e não sabia nada sobre sua origem. Pedi então para dois amigos a permissão para divulgação das fotos. Um foi Rodrigo Brum, canaricultor campeão de eficiência e da série isabelinos sem fator da SOL, que me permitiu a divulgação e ainda fez a gentileza de explicar um pouco da origem do canário.



"Querida, esse canário foi fotografado no Brasileiro 2010, no estande do Sr. José Giordano (Juiz da OBJO). Eu não conversei com o mesmo sobre o canário. Entretanto, soube por terceiros que o referido canário é uma mutação realmente, surgida na Holanda, que acabou chegando ao Brasil, e foi adquirida pelo referido Juiz e Criador. O canário é de uma beleza nunca vista, é maravilhoso. Mas não me explicaram, ainda, como essa mutação pôde ocorrer. Um abraço. Fique a vontade para divulgar.
Rodrigo Brum "

Outro foi o amigo Franciso Peruzzo, que me cedeu estas duas últimas fotos. O Peruzzo é biólogo e criador premiado de canários de porte, ele tem um site vale apena conferir. Criadouro Peruzzo
Enviei um email para o sr. José Giordano Penteado (Juiz da OBJO) para ver se recebia um pouco mais de informação sobre o referido canário e em resposta ao meu email ele me enviou essa nova foto, com o seguinte texto tarduzido em vários idiomas.

Ένας ολλανδικός κτηνοτρόφος έχει πετύχει, απότα δύο έτη, για να παραγάγει μια νέα ποικιλία των καναρινιών του χρώματος, ερυθρός mosaïque κίτρινος lipochrome, σε αυτήν την περίπτωση, ένα αρσενικό.
 φωτογράφιση μας δείχνει ένα απεικονισθε'ν καλά πουλί, η δύναμη είναι για να σημειώσει
η ποιότητα της ολλανδικής κτηνοτροφίας τα τελευταία χρόνια.

Een Nederlandse veehouder is, sinds twee jaar, erin geslaagd om een nieuwe afwisseling Canaris van Kleur, rode mosaïque gele lipochrome te produceren, in dit geval, een mannetje.
De foto toont ons een goed getypeerde vogel, de kracht is vast te stellen
de kwaliteit van de Nederlandse veeteelt deze laatste jaren.

Um criador neerlandês teve êxito, desde dois anos, a produzir uma nova variedade de Canários de Cor, lipochrome amarelo mosaico vermelho, neste caso, um macho.
A fotografia mostra-nos um pássaro bem caracterizado, força é constatar
a qualidade da criação neerlandesa estes últimos anos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

MEUS PRÉMIOS DE 2009























  CADA PENA NA LATERAL DO TRUFEU É UM PÁSSARO PREMIADO


domingo, 4 de abril de 2010

ALIMENTOS EXCITANTES

ALIMENTOS EXCITANTES




Giorgio de Baseggio Itália
Arquivo editado em 13/09/2005

Pode acontecer que certos pássaros, por descondicionamento, erro alimentar ou outras causas individuais, não atinjam a perfeita forma amorosa.

Nestes casos é necessário se individualizar, quando possível, a causa desta deficiência amorosa. Se o exemplar aparenta-se saudável, pode-se tentar a administração de "alimentos estimulantes", estes são:

-Sementes: Cânhamo, niger, cominho, anis, sementes silvestres de várias espécies, semente de erva-doce;

-Vermelho do ovo: cozido em banho Maria;

-Cantáridas em solução aquosa;

-Vitaminas A-D3-E.

As sementes citadas, todas ou em parte, podem ser administradas em recipientes, separados até que o exemplar chegue à forma amorosa (convém também a administração de diversas sementes de plantadas silvestres); as sementes comuns da mistura, como niger, cânhamo, podem também ser aumentadas. Todas as sementes devem ser frescas, integras e sem pó.

O vermelho do ovo, que contém a lecitina que tem ação afrodisíaca, pode ser administrado misturado a biscoito triturado; uma quantidade tripla deste e uma gema (o total deve ser consumido em cerca de duas horas, pois de outro modo poderá alterar e tornar-se nocivo, principalmente se em temperatura e umidade elevadas); pode-se administrar em dias alternados por uma semana, evitando-se com cuidado o fornecimento dele envelhecido ou rançoso, o que levaria distúrbios hepáticos (além disso, depois de duas horas em contato com o farinhado de biscoito ou de qualquer outra farinha, começam a formar-se fungos invisíveis a olho nu que provocam graves distúrbios intestinais, etc.).

O Niger Guizotia abyssinica ou oleifera), planta anual da família das Compostos, originária da Abssínia, extensamente cultivada na Índia, onde é chamada de Ramtil (na África Neuk), nos países quentes (essencialmente em certas zonas da Itália meridional) dá muitas sementes ricas em óleo e proteínas que têm também uma ação afrodisíaca. Igualmente se pode dizer para as sementes de cânhamo, porém estas últimas são menos digeríveis que o niger. Em todo caso, estas e todas as outras sementes devem ser frescas, integras, isentas de impurezas e de pó; caso contrário, sobretudo se não íntegras, ficam com óleo rançoso extremamente tóxico (presença de "peróxidos") e com ação antivitaminica. Isto vale para todas as sementes oleosas.

A cantárida (cantharis obscura ou Lyssa vescicatoria) é um inseto coleóptero de cor verde-metálico e de odor desagradável; do pó de algumas partes do seu corpo se obtém uma droga, chamada "cantárida", cujo princípio ativo, dito "cantaridina", tem a propriedade revulsiva e afrodisíaca. A droga em pó, que pode ser adquirida em farmácias, é dissolvida em água quente (solução 1 para 1000; ou seja, 1 grama para 1 litro d'água); a solução, obviamente fria, é adicionada na água de beber, na dose de uma colher das de café para cada 100 ml; a cada dia, por ex: às 8 horas, traça-se a água do dia precedente, colocando-se nova colher da solução de cantárida em nova água (todas as soluções, além de 24 horas, podem tornar nociva); o tratamento varia de 5 a 10 dias porém, não deve superar 7 dias de administração na maioria dos casos. A utilização da cantárida torna-se necessária somente para os sujeitos sãos que não têm reagido aos outros alimentos afrodisíacos naturais mencionados ou ao tratamento à base de soluções aquosas de suplementos vitamínicos abaixo indicados. É importante não exceder em todos os alimentos afrodisíacos, quer para se evitar distúrbios no fígado e baço, quer para impedir uma excitação amorosa excessiva; neste caso os machos, muito estimulados, realizam cópulas muito rápidas com conseqüente dificuldade de fecundação da fêmea; esta última, ao contrário, se muito excitada, procura excessivamente as cúpulas e isto pode levar diversos fatos negativos (ausência ou mal construção do ninho, muitos ovos postos fora do ninho e, assim, com fácil rotura da casca, depois de poucos dias da postura, abandono dos ovos na procura de nova cópulas, à miúde ovos não "gelados", etc.). Os suplementos vitamínicos, líquidos ou em pó solúvel, à base de vitamina A- D3-E (evitar a administração da vitamina E sozinha, como aconselham muitos autores e criadores, devido que doses elevadas dela somente levam a danosos desequilíbrios de todos os fatores vitamínicos do organismo), disponíveis no comércio, seja para uso humano, seja para uso veterinário (geralmente 3 a 8 gotas em um bebedouro de 100 ml, renovada a solução a cada 24 horas, por 4 a 8 dias seguidos; repetir, se necessário, o tratamento depois de 8 a 10 dias), freqüentemente colocam em boas condições amorosas os exemplares "tardios". Em geral se pode dizer que os sujeitos sãos, bem alimentados e adequadamente alojados entram espontaneamente em amor, quando a quantidade e duração da luminosidade se faz mais intensa (primavera-verão) e a temperatura torna-se mais quente. Nas hibridações pode se regular antecipando ou retardando a forma amorosa. Para os sujeitos que se cansam ao entra em amor se administra preferivelmente os alimentos naturais supra indicados (semente varias, sementes condicionadoras, niger, cânhamo, sementes de reseda luteola, vermelho do ovo) durante um certo período, ao mesmo tempo, ou a seguir, administra-se soluções aquosas de vitaminas A, D3 e E e apropriadas para um bom funcionamento das gônadas e para a fertilidade dos espermatozóides e do ovo.Só excepcionalmente se recorre as cantáridas. Evitar a administração de substancias hormonais, difíceis de dosar-se para os pequenos organismos dos pássaros e ser muito perigosa, já que uma mínima quantidade em excesso descondiciona todo o sistema hormonal com conseqüentes mal estar, atrofia das gônadas e esterilidade que, em alguns casos, como já aconteceu em alguns criadouros, podem tornar-se fatais. Para facilitar a forma amorosa pode-se também agir de uma das duas seguintes maneiras:

A)Colocar o casal próximo a um macho (geralmente da mesma espécie da fêmea) em pleno canto (mas de modo que não possa ser visto, para evitar que a fêmea passe a não aceitar o macho destinado);


B) Fazer "sentir" o canto de um macho fortemente em amor, apresentado com ótima qualidade de gravação.

quarta-feira, 24 de março de 2010

FORUM-(CHAT) AVES DO HÉLIO

Venho deste modo convidar a participar num chat simples no meu blog http://avesdohelio.blogspot.com/ a razão desta experiência é a de fazer amigos. Gostaria do registo do nome próprio para não haver problemas, falar um pouco de tudo seja de aves ou não. Vamos lá ver no que isto dá, obrigado por a atenção dispensada.

Se me é permitido bom inicio é uma apresentação.


Cumprimentos ornitológicos

sexta-feira, 19 de março de 2010

Um dos melhores

Tenho de reconhecer que este é um dos canários mais bem concebidos de todos os tempos dadas as suas características genéticas as quais definem um frisado fora do normal muito abundante, tamanho grande e vivacidade com o atenuante da problemática da cor. Sem duvida que qualquer criador de porte reconhece o que falo nestas minhas palavras me referindo á raça GIGANTE ITALIANO ou AGI.

segunda-feira, 8 de março de 2010

TIMBRADO ESPANHOL

Por vezes os gostos dos nossos amigos vão passando a ser nossos gostos também é assim entre mim e Pedro Boavida amante deste maravilhoso pássaro, meu amigo e colaborador nesta aventura de blog , um obrigado TALIBAN DOS TIMBRADOS
TIMBRADO ESPANHOL

Historia:
No ano 1400 , quando HENRIQUE III enviou sua histórica expedição ao Arquipélago das Canárias, foi descoberto em ditas ilhas um pássaro fringilido em estado selvagem que cativou os descobridores tanto pela sua beleza como pela sua plumagem mas sobretudo pelo seu canto, ao ficarem admirados com seus trinos, na viajem de regresso, entre os presentes, figurava um casal de canários.

Foi tal o êxito e a admiração causada que em muito pouco tempo os canários ocuparam um lugar de honra no seio da nobreza. A partir daqui houve uma vertiginosa expansão deste cantor e florescendo um comércio à sua volta. Comprovada a sua adaptação e docilidade começando sua criação em cativeiro dando origem a uma grande paixão. Sabe-se que esta paixão pertenceu a Luís XI, de França, possuidor de magníficos casais destes belos pássaros oriundos daquele arquipélago espanhol e não só mas também dos Açores e Madeira , parte esta que não é muito referida pelos espanhóis, estamos então nos finais do século XV.
A partir do seu cativeiro sofreram várias transformações orgânicas que originaram múltiplas variedades que hoje são habituais entre os espanhóis.

Qual foi a origem do Timbrado Espanhol?

Os seus trinos primitivos passaram a sons mais musicais e sustentados, percepcionando seu reportório, nalguns casos aprendendo de outras aves, mas sempre conservando inatos seus timbres , piaus e chaus.

Nesta etapa esteve sempre presente o aficionado canaricultor, que além de seleccionar a prole com melhores qualidades, empregou outros pássaros, também fácies de manter em cativeiro, tais como pintassilgos, verdilhões e especialmente rouxinóis.

Com o passar do tempo e já em datas relativamente recentes, se tem noticias de exemplares descendentes destes aficionados canaricultores, criados e educados na Catalunha, sobretudo em Olot, Cañellas, Vich y Figueras que se destacavam pela perfeição de seu canto, chegando a possuir um reportório de notas metálicas muito alegres e variadas.

Este reportório obtido e conseguido pela força de tanta dedicação e selecção, praticamente desapareceu em 1936. Afortunadamente, em meados dos anos 40, um grupo de verdadeiros aficionados madrilenos decidiu recuperar a pureza da raça. Muito trabalho houve para localizar exemplares aptos para iniciar a tarefa que com tanto entusiasmo se havia imposto.


 GAIOLAS EM POSIÇÃO DE TREINO PARA O TIMBRADO ESPANHOL
SE FOR DA SUA VONTADE PODE OUVIR OS BONITOS CANTOS
DESTES QUATRO EXEMPLARES




Três anos de lentos progressos e alguns fracassos conseguiram, por fim, restaurar o canto original, desde então, denominado Canário do Pais. Recuperada quase na totalidade a pureza da raça, e para evitar possíveis e novas degenerações, se impôs a necessidade de codificar a estrutura de canto para evitar sucessivos e possíveis desvios da raça. Depois de um estudo exaustivo de todos os giros compreendidos no reportório, por parte dos aficionados mais espertos do grupo, foi confeccionado um Código provisório baseado, no realizado pelo Dr. WOLF DE MAIKAMER, para os canários de canto ROLLER.

Posteriormente reformou-se este Código, mudaram-se o nome de algumas notas e sua pontuação, mas o mais importante e extraordinário desta reforma foi sem duvida, o acerto de substituir sua denominação pela de Timbrado Espanhol, mais concreta e definida.

APROVAÇÂO DO TIMBRADO ESPANHOL

Finalmente, como prémio à determinação, esforço e zelo daquele admirável grupo de aficionados madrilenos, Espanha obteve um assinalável triunfo quando a 3 de Fevereiro de 1962, a Assembleia Geral da Confederação Ornitológica Mundial (C.O.M.) decreta por unanimidade o reconhecimento a nível mundial desta raça tão espanholíssima, colocando-se por méritos próprios entre as mais prestigiosas de todo o mundo.


      JAULAS DE TRANSPORTE



TIPOLOGIA DO CANÁRIO TIMBRADO ESPANHOL

A parte das características especiais que definem seu canto particular que motivaram seu nome, a pureza da raça do canário Timbrado Espanhol, põe-se assim mesmo, de manifesto por seu aspecto exterior o fenotipo. Sua figura é estilizada e esbelta, de formas proporcionadas e suaves, imprimindo ao seu movimento um especial vigor, vivacidade e alegria. Seu fenotipo é definido pelas seguintes características:

TAMANHO: Oscila entre os 13 e 14 cm.

PLUMAGEM: É completa e bem apertada ao corpo.

As penas riçadas denotam impureza da raça

FORMA DAS PATAS: São delgadas, pequenas e dobradas em ângulo.

As patas em forma recta denotam impureza de raça

FORMA DA CABEÇA: É do tamanho mediano, forma proporcionada sem oferecer zonas desplumadas.

Os olhos são vivos de cor negro, cinzentos e castanhos.

A cabeça muito grande, com excessiva pena e olhos vermelhos, denotam impureza da raça.

FORMA DO PESCOÇO: Medianamente largo, em harmonia com a cabeça e o corpo.

FORMA DA CAUDA: A cauda está em linha recta com o corpo, algo aberta e em forma de cauda de peixe.

FORMA DO CORPO: É de forma afusada e em harmonia com a cabeça. Pescoço e cauda.

FORMA DAS ASAS: Estão apertadas ao corpo e levemente cruzadas na ponta.

CÔR DA PENA: Podem ser amarelos, verdes, cinzentos, brancos, isabéis e mesclados.

O factor vermelho não é permitido na plumagem do Timbrado Espanhol


RESUMO:

O canário Timbrado Espanhol possui rasgos determinantes e concretos que lhe são próprios como:

Bico curto e cónico

10 penas rémiges primárias,

12 rémiges secundárias,

Tamanho: De 13 a 14 cm.

Plumagem: É essencialmente verde ou mesclado,

Corpo: De forma arredondada, harmoniosa e suave,

Cauda: Em forma de cauda de peixe.

DEFEITOS:

Pata recta,

Pena riçada,

Olhos vermelhos,

cor branco recessivo,

cabeça com excessiva pena e

factor vermelho.


GAIOLA DE CANTO PARA TIMBRADO ESPANHOL




 
 

sexta-feira, 5 de março de 2010

GENÉTICA E RESULTADOS DE ACASALAMENTOS DE CANÁRIOS BRANCOS

PRINCIPAIS ACASALAMENTOS CANÁRIO BRANCO (GENÉTICA)

O sucesso na obtenção da qualidade e quantidade de filhotes depende em grande parte do correto acasalamento dos pássaros.

Existem acasalamentos que, embora possíveis, devem ser praticados com uma certa cautela pois podem apresentar alguns inconvenientes, dentre os quais cito:
- O acasalamento entre portador e portadora, que produz os já conhecidos PP (prováveis portadores), ou seja, filhotes que só poderão ser comprovados se são portadores ou não após testados em acasalamentos. O mesmo ocorre com acasalamento entre portador x normal, onde toda a descendência será de filhotes prováveis portadores (50% de portadores e 50% de normais, todos com a carga genética de branco somente comprovados após testados em acasalamentos).



- Branco dominante x branco dominante: apresenta o inconveniente da perda de 25% dos embriões, pelo fator sub-letal. A explicação genética para essa ocorrência é o fato de não existir branco dominante homozigoto.


1 - Brancos (recessivos)


- portador x pura
puro x portadora

50% portadores (machos e fêmeas)
50% puros (machos e fêmeas)


- puro x pura:
100% filhotes puros (machos e fêmeas)



- portador x portadora:

25% puros machos e fêmeas
50% portadores machos e fêmeas
25% normais machos e fêmeas


- normal x pura
- pura x normal

100% machos e fêmeas portadores


                                              - portador x normal
normal x portadora

50% machos e fêmeas portadores
50% machos e fêmeas normais


2 - Brancos dominantes:


- b. dominante x normal
- normal x b.dominante

50% brancos domin. (machos e fêmeas)
50% normais (machos e fêmeas)


- b. dominante x branco
- branco x b. dominante

50% b. dominantes machos e fêmeas portadores branco
50% amarelos portadores de branco


- b. dominante x b. dominante filhotes

75% br. Dominantes machos e fêmeas
25% amarelos machos e fêmeas

3 - Albinos e albinos dominantes:

- albino x albino:

100% filhotes albinos (machos e fêmeas)


- albino x branca:

50% machos brancos port/ albino
50% fêmeas albinas


- albino x normal (amarelo):

50% machos amarelos port/ brancos e albino
50% fêmeas lutinas portadoras / branco


- albino x br. Dominante normal:

25% machos br. Dom. portadores/ branco e albino
25% machos amarelos portadores/ branco e albino
25% fêmeas albinas dominantes portadoras/branco
25% fêmeas lutinas portadoras/branco


- albino x br. Dom. port/br:

25% machos brancos port/albino
12,5% machos br. Dom. port/ br e albino
12,5% machos amarelos port/br e albino
12,5% fêmeas albinas
12,5% fêmeas albinas dominante port/branco
25% fêmeas lutinas port/branco

- br. Port/alb x albina:

25% machos brancos port/alb.
25% machos albinos
25% fêmeas brancas
25% fêmeas albinas


- branco normal x albina:

50% machos e brancos port/alb
50% fêmeas brancas normais


- branco port/alb x branco normal:

25% machos brancos normais
25% machos brancos port/alb
25% fêmeas albinas
25% fêmeas brancas normais




- lutino port/br x albina:

25% machos albinos
25% machos lutinos port/branco
25% fêmeas albinas e lutinas port/br
25% fêmeas brancas normais e amarelas port/br.- lutino normal x albina:
50% machos lutinos port/br e alb
50% fêmeas lutinas port/br


- amarelos port/alb x albinas:

 12,5% machos albinos
12,5% machos lutinos port/br e alb
12,5% machos brancos port/alb.
12,5% machos amarelos port/alb e lut.
12,5% fêmeas albinas
12,5% fêmeas lutinas port/br e alb.
12,5% fêmeas brancas normais
12,5% fêmeas amarelas port/br

- amarelo normal x albina:

50% machos amarelos port/ br.albino e lut.
50% fêmeas amarelas port/br


- alb. Dom. x alb. Domin.:

75% alb. Dom. machos e fêmeas
25% lutinos machos e fêmeas

- alb. Domin. X albina:

25% machos alb. Dom. port/br
25% machos lutinos port/br
25% fêmeas alb.Dom. port/ br
25% fêmeas lutinas port/br


- Alb. Dom port/br x albina:

16,66% machos albinos
16,66% machos albinos Dom. port/br
16,66% machos lutinos port/br
16,66% fêmeas albinas
16,66% fêmeas alb.Dom. port/br
16,66% fêmeas lutinas port/br


- br. Dom.port/br x albina:

8,33% machos albinos
8,33% machos alb.Dom. port/br
8,33% machos lutinos port/br
8,33% machos brancos port/alb e lut.
8,33% machos amarelos port/alb e lut
8,33% machos br. Dom. port/ alb. Alb. Dom e lut.
8,33% fêmeas albinas
8,33% fêmeas alb.Dom. port/br.
8,33% fêmeas lutinas port/br
8,33% fêmeas brancas normais
8,33% fêmeas br. Dom.port/br
8,33% fêmeas amarelas port/br.


- br. Dom.normal x albina :

25% machos br.Dom. port/ alb, alb. Dom. e lut.
25% machos amarelos port/br, alb e lut.
25% fêmeas amarelas port/br
25% fêmeas br. Dom. port/br


- br. Dom.port/alb.dom x 18,75% machos alb. Dom

18,75% machos br. Dom. port/ alb. Dom.
12,5% machos amarelos port/lut.
18,75% fêmeas alb.Dom.
18,75% fêmeas br. Dom. normais
12,5% fêmeas lutinas


- br. Dom port/alb.dom x br. Dom.

18,75% machos br. Dom. normais
18,75% machos br. Dom. port/ alb. Dom.
6,25% machos amarelos normais
6,25% machos amarelos port/ lut.
18,75% fêmeas alb. Dom.
6,25% fêmeas lutinas
18,75% fêmeas br. Dom. normais
6,25% fêmeas amarelas normais




- lutino x alb. Dom:
- alb. Dom. x lutina:

25% machos alb. Dom.
25% machos lutinos
25% fêmeas alb. Dom.
25% fêmeas lutinas

- alb. Dom. x amarela normal:
25% machos br. Dom. port/ alb. Dom. lut.


25% machos amarelos port/lutino
25% fêmeas alb. Dom.
25% fêmeas lutinas


- amarelo port/lut x alb. Dom.

12,5% machos alb. Dom.
12,5% machos br. Dom. port/ alb. Dom. lut.
12,5% machos lutinos
12,5% machos amarelos port/lut.
12,5% fêmeas alb. Dom.
12,5% fêmeas br. Dom. normais
12,5% fêmeas lutinas
12,5% fêmeas amarelas normais


- amarelo port/lut x br. Dom.

12,5% machos br. Dom. normais
12,5% machos br.Dom. port/ alb. Dom. lut.
12,5% machos amarelos normais
12,5% machos amarelos port/lut
12,5% fêmeas alb. Dom.
12,5% fêmeas lutinas
12,5% fêmeas br. Dom.
12,5% fêmeas amarelas normais


Roberto Kobayashi

Juiz OBJO/FOB
Juiz COM/OMJ-HS


sábado, 27 de fevereiro de 2010

CAUSAS DE MORTE NOS FILHOTES



CAUSAS DE MORTE NOS FILHOTES

Quando os filhotes morrem até ao terceiro dia, normalmente é porque os pais não os alimentam suficientemente bem, e vão enfraquecendo,a cabando por morrer nos três primeiros dias.


Daí ser sempre conveniente, no mínimo, observar de manhã, por volta das 8 horas se já têm o papo cheio, se não teremos que lhes dar a comida. Também é conveniente verificar por volta das 12 ou 13 horas, idem, depois pelo menos à noite, antes cerca de uma hora das luzes se apagarem, ou no caso de ser iluminação natural, antes do anoitecer, que é para eles não passarem a noite toda sem nada no papo. Quando os pais não os alimentam, deveremos dar papas de 2 a 3 horas de intervalo no máximo, nos primeiros 5 dias. É que normalmente após uns dias de termos colaborado na alimentação dos filhotes, entretanto estes já ganharam força suficiente para pedirem a comida aos pais, passando estes a alimenta-los convenientemente. Também, será oportuno lembrar que nesta altura a iluminação deverá ter a duração pelo menos de 15 horas, das 6:30h da manhã, as 21:30 horas da noite.


Existem no mercado especializado, papas próprias para a cria à mão, por palito ou através de seringa, devendo no entanto escolher-se a mais adequada ao tipo de raças que estamos a criar.


A título de exemplo lembro que o valor protéico das papa terá que variar conforme os tamanhos das raças, assim dou alguns exemplos, raças de pequeno porte, como: os Canários de cor, Glosters, fife-Fancy e Lizards, necessitam até ao trinta dias de papas (quer de cria à mão, quer de comedouro), com um valor protéico bruto de aproximadamente 26%. Para canários de médio porte, como: Border, Norwich e Frizado do Sul, cerca de 29%, para grande porte, como: Crest, Yorkshire, Frizado do Norte e Pduano, cerca de 32%, e para raças gigantes, como o: Lancashire e Frizado Parisiense, 38% de proteína bruta. É claro que não encontrará papas no mercado com todas as características, pois ficam muito mais caras, devo dizer que a papa que eu utilizo para os meus Parisienses, deverá juntar à papa de cria à mão Proteínas vegetal e animal, ou seja, por exemplo de soja e lactoalbumina, que contém todos os aminoácidos necessários ao desenvolvimento, devendo ser equilibrada em 45% de proteína vegetal: 55% de proteína animal, acompanhadas de fosfato bicalcico, para um melhor desenvolvimento ósseo.


Nesta altura a Gordura bruta deverá ter um valor máximo de 8%, os minerais que na vida normal são de 3%, nesta altura terão de triplicar, as fibras e cinzas na ordem dos 3%. É conveniente entre a mistura que se fornece a os papas, os Hidratos de Carbono andarem pelos 58 a 60%, o que quer dizer que não se deve fornecer muita aveia juntamente com o alpiste, pois torna-se muito indigesta.


A ambas as papas deveremos juntar um Probiótico à base de lactobacilos, para reposição constante de flora intestinal, e um antibiótico leve, próprio para crias, para prevenção de doenças intestinais. A papa de cria à mão normalmente só é utilizada durante os primeiros 8 a 10 dias, pois a partir dessa altura não a aceitam mais, daí, na papa que se coloca no comedouro para os pais a fornecerem aos filhotes, deverá continuar a possuir as qualidades protéicas e todas as outras acima referidas, pelo menos nos primeiros 30 dias de vida.


Se morrerem após o quinto ou sexto dia, é bem mais grave, pois se passam os 3 primeiros dias, não se trata de falta de alimentação, mas sim de doença, pois, muito embora eles possam morrer em estado de eventual magreza, deve-se ao fato de estarem doentes e os pais ao constatarem isso, na maioria dos casos acabam por lhes deixar de dar comer.


Normalmente a doença que aparecer entre quinto e o décimo segundo dia é a Colibacilose, originada pela bactéria Ech.Coli, que é a que mais mata no ninho, a par eventualmente da Proventiculite.


Se os pais estão aparentemente bem, é Colibacilose. Se os pais estão um pouco abatidos, a ficar gradualmente magros, é bem pior, é Proventriculite, e esta doença praticamente não tem cura.


Vamos começar pela hipótese da Colibacilose; A colibacilose normalmente tem duas vertentes que atacam ao mesmo tempo, que é a de via intestinal e a de via respiratória, daí há necessidade de efetuar um tratamento, 5 dias antes da previsível postura (este tratamento põe-os imunes durante 15 dias a 3 semanas), com um antibiótico que possua a capacidade de prevenir a Colibacilose, Coccidiose, Salmonelose e Micoplasma, que normalmente será necessários associar-se dois antibióticos, que sejam compatíveis, administrar pelos menos 5 dias, sempre com complexo vitamínico-mineral-aminoácido.


Tal como outros grandes criadores nacionais e estrangeiros, eu não aconselho dar legumes na época das criações, pelo menos nos primeiros dias pois embora sejam muito apetecíveis, são a causa da origem da salmoneloses e colibaciloses, já que ou estão mal lavados, ou demasiado indigestos, face à fermentação, para além de nos canários de porte ser um fator de fraco desenvolvimento. Eu próprio não dou legumes aos meus canários há três anos, e tenho casais a criar desde 1995, que nunca estiveram doentes. Claro que, os legumes são ricos em minerais e sódio, que tudo isto é facilmente substituível com um complexo multimineral (eu utilizo um à base de extratos de algas). O sódio resolveremos com uma colher de sopa de sal de cozinha, por cada quilo de papa. O sódio é importante porque evita o picacismo e canibalismo. Quanto à fruta, nesta altura não dar mais que um pouco de maçã e ou cenoura cortada e não ralada, pois a cenoura ralada azeda e fermenta de imediato, uma vez por semana.


Dar menos sementes negras (gordas) e mais papas, devendo 15 dias antes das criações dar dia sim dia não, dar todos os dias durante a época da postura, parar na incubação e recomeçar a dar 2 dias antes do filhotes nascerem, a partir daí dar todos os dias até à sua separação, entretanto os pais no novo ciclo da incubação, continuando os filhotes com papa diária até os 45 dias, retomando depois uma alimentação normal.


Se a papa é de molhar, nunca deve ficar de um dia para o outro, e se a umidade da papa é grande, e a umidade ambiente é mais de 60%, deverá estar disponível para os canários no máximo 2 horas.


À noite convém deixar a chamada papa húmida (de ovo), e para a enriquecer um pouco, deverá juntar-se lhe papa húmida de insectívoros, pois tem mais proteína.
Luiz Pirez Ovar
Revista Pássaros Ano 7-nro 33/2002
Arquivo editado em 25 Maio 2003







quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A DIARREIA

A DIARREIA

A diarréia é um aumento no teor hídrico da porção fecal dos excrementos. A área pericloacal, a área que circunda o ânus, fica freqüentemente suja com fe­zes acumuladas nas penas e na pele. As fezes podem conter bolhas, sangue ou muco e podem ficar fétidas. Em muitos casos, o proprietário da ave acredita que a ave apresenta uma diarréia quando na verdade apresenta uma poliúria (um au­mento na urina nos excrementos).



Diagnósticos Diferenciais para· Diarréia


1. Infecciosos


a) Bacterianos: bactérias Gram-negativas (Borrelia, Campylobacter, Citrobacter, Escherichia coli, Pasteurella, Salmonella, Yersinia, outras), bactérias Gram-positi­vas (Clostridium, megabactérias, Mycobacterium, Streptococcus, outras).
b) Clamidiais: Chlamydia psittaci.
c) Micoplasmáticos: Mycoplasma.
d) Virais: adenovirose, astrovirose, calicivirose, coronavirose, enterite viral dos patos, enterovirose, hepatite com corpúsculos de inclusão dos pom­bos (herpesvirose), influenza, doença de Marek, ortovirose, doença de Pacheco, parvovirose, poliomavirose, paramixoviroses 1, 3 e 5 (incluindo a doença de Newcastle) , OBPP, reovirose, rotavirose, doença causada por um agente semelhante a um togavírus, retrovirose (grupo leucosel sarcoma).
e) Fúngicos: Candida.
f) Parasitários: ascarídeos, Atoxoplasma, Capillaria, coccídios, Cochlosoma, Cryptosporidium, fascíolas, Giardia, Hexamita, Histomonas, Microsporum, Sarcocystis, solitárias, Toxoplasma, Trichomonas.


2. Metabólicos: hepatopatias. (Iipidose, hepatite), nefropatias, pancreatite, in­suficiência pancreática.


3. Nutricionais: alteração dietética, malnutrição crônica, alimentos com baixo teor em fibras ou alto em gor­duras, teor hídrico alto na dieta (fru­tas, legumes e verduras).


4. Tóxicos: carbamatos, chocolate, colecalciferol, chumbo, nicotina, nitratos, organofosforados, sal, xampus, zinco.


5. Físicos: obstrução gastrointestinal, corpo estranho, hérnia abdominal, fecálitos, impactação com areia, pos­tura de ovos iminente, atravessamento de oval peritonite.


6. Comportamentais: estresse.


7. Neoplásicos: papiloma cloacal.


8. Latrogênicos: antibióticos.


9. Não classificados: síndrome hemorrágica das ararinhas.


Sinais


As causas comuns de diarréia nos psitaciformes incluem clamidiose, ente ri te bacteriana, toxicose por chumbo ou zinco, ascarídeos e hepatopatias e, no caso das cacatuas e dos papagaios cinzen­tos africanos importados, as fascíolas. A doença de Pacheco, poliomavirose, reovirose e candidíase também constituem causas razoavel­mente comuns nos psitaciformes. Os canários e os passeriformes apresen­tam comumente diarréia como resul­tado de enterite bacteriana ou de coccidiose. A diarréia nos mainás e nos tucanos resulta comumente de hemocromatose, enterite bacteriana ou coccidiose. Os coccídios constitu­em uma causa importante de diarréia nos pombos e nas aves de quintal.


As causas comuns de diarréia em aves jovens incluem enterite bacteriana, candidíase, poliomavirose e corpos estranhos gastrointestinais. Em geral, as aves jovens exibem sinais de infecção mais severos no caso de doenças parasitárias e virais.


As aves isoladas e as de coleções fechadas ficam comumente doentes devido a enterite bacteriana, toxicoses, hepatopatias, doenças nutricionais, neoplasias, candidíase e corpos estra­nhos. Também se observam doenças bacterianas e virais crônicas (por exemplo, clamidiose, micobacteriose) e doenças com estados portadores.


As aves recém-expostas a outras aves ficam comumente doentes como resultado de doenças infecciosas, incluindo doenças bacterianas, virais e parasitárias. Isto resulta de um estresse e de uma exposição a uma doença infecciosa. As enfermidades que ocorrem em aves isoladas tam­bém ocorrem em situações de grupo.


As más técnicas de manejo, tais como a falta de procedimentos de qua­rentena, a compra de aves a partir de fon­tes não familiarizadas e a má higiene, aumentam o alastramento das doenças infecciosas. As dietas deficientes podem aumentar a suscetibilidade a doenças.


Suspeitam-se de etiologias infec­ciosas e tóxicas quando muitas aves são afetadas.


A anamnese dietética importan­te para uma ave com diarréia inclui o tipo da dieta, seu frescor. As dietas com baixo teor em fibras, os alimentos ricos em gorduras e as dietas com um teor hídrico alto, por exemplo, abundância de frutas, legumes e ver­duras, resultarão em fezes líquidas. O acesso irrestrito a areia pode resultar em uma impactação com areia. Os ali­mentos embolorados ou anteriormen­te afetados podem conter micotoxinas que podem causar hepatopatias. As di­etasricas em gorduras (por exemplo, rações de sementes) e as dietas não balanceadas (deficientes em biotina, colina e metionina) podem levar a uma lipidose hepática.


Os fatores ambientais importan­tes incluem o acesso a toxinas poten­ciais, higiene e a exposição a aves sil­vestres ou a vetores patológicos.


Porém em caso de diarréia, pro­cure assistência veterinária, especi­alizada em Aves, para um diagnóstico eficaz.

Dra. Ana Roberta de Almeida Coutinho


Médica Veterinária Especialista e Aves Clínica de Aves (Halopatia e Ho­meopatia

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O PIOLHO

Uma das grandes Preocupações dos criadores de aves são sem sombra de duvida os piolhos, e principalmente na época de criação..

As tres principais espécies e as que mais encómodos e danos provocam são:

Piolho Vermelho (Dermanyssus Galliani)


Piolho Negro (Amalga Negro)


Piolho cinzento (Picobia Bipectinata)


O piolho cinzento e o piolho negro alimentam-se de descamaçoes da pele e das penas das aves, só pontualmente chupam sangue, estes dois tipos de piolho são considerados um problema efectivo se, se multiplicarem deforma descontrolada.


O piolho atacando de forma continua pode levar os passarinhos a um estado debilitado tal que provoca a sua morte, principalmente os pequenos pasarinhos jovens que se encontram no ninho, sem qualquer defesa.


Os passarinhos jovens atacados de forma continua ficam como que esbranquiçadas, e morrem fracas e débeis..


Como Detectar A presença De Piolhos Nos Seus Passarinhos...


O passarinho infestado de piolhos, mostra-se muito inquieta e agitada, e tenta a todos os modos livrar-se do parasita, quer atravez de banhos no bebedouro quer picando-se constantemente, o que vai provocar um estado menos bom a plumagem.


Todos estes esforços continuos vão provocar um enfraquecimento dos passarinhos, inclusivamente podera acontecer que os machos dexem de cantar..


Piolho Negro..
Por um simples exame aos passarinhos detecta-se este piolho, basta estender a asa da ave, e observa-la a contraluz, vão notar-se uns pequenos pontos que se deslocam rapidamente ao longo das rémiges.


Piolho Cinzento..Vive preferencialmente nos barbados das penas, e tambem com um exame com cuidado ao passarinho pode detectar este parasita.


Piolho Vermelho..
Este piolho, não vive no passarinho, sendo um animal nocturno só ataca as nossas aves durante a noite, estando escondido durante o dia, nos mais diversos locais da gaiola:


Poleiros ocos


Ninhos

Fréchas das gaiolas

Material de tecido

Inclusivamente podem estar escondidos a distancias consideraveis das gaiolas e atacarão durante a noite...


Esta espécie quando não controlada vive em colónias de milhares de piolhos....

Reggio Emilia - Pintassilgos