CASA DE PÁSSARO É ASSIM

sábado, 27 de fevereiro de 2010

CAUSAS DE MORTE NOS FILHOTES



CAUSAS DE MORTE NOS FILHOTES

Quando os filhotes morrem até ao terceiro dia, normalmente é porque os pais não os alimentam suficientemente bem, e vão enfraquecendo,a cabando por morrer nos três primeiros dias.


Daí ser sempre conveniente, no mínimo, observar de manhã, por volta das 8 horas se já têm o papo cheio, se não teremos que lhes dar a comida. Também é conveniente verificar por volta das 12 ou 13 horas, idem, depois pelo menos à noite, antes cerca de uma hora das luzes se apagarem, ou no caso de ser iluminação natural, antes do anoitecer, que é para eles não passarem a noite toda sem nada no papo. Quando os pais não os alimentam, deveremos dar papas de 2 a 3 horas de intervalo no máximo, nos primeiros 5 dias. É que normalmente após uns dias de termos colaborado na alimentação dos filhotes, entretanto estes já ganharam força suficiente para pedirem a comida aos pais, passando estes a alimenta-los convenientemente. Também, será oportuno lembrar que nesta altura a iluminação deverá ter a duração pelo menos de 15 horas, das 6:30h da manhã, as 21:30 horas da noite.


Existem no mercado especializado, papas próprias para a cria à mão, por palito ou através de seringa, devendo no entanto escolher-se a mais adequada ao tipo de raças que estamos a criar.


A título de exemplo lembro que o valor protéico das papa terá que variar conforme os tamanhos das raças, assim dou alguns exemplos, raças de pequeno porte, como: os Canários de cor, Glosters, fife-Fancy e Lizards, necessitam até ao trinta dias de papas (quer de cria à mão, quer de comedouro), com um valor protéico bruto de aproximadamente 26%. Para canários de médio porte, como: Border, Norwich e Frizado do Sul, cerca de 29%, para grande porte, como: Crest, Yorkshire, Frizado do Norte e Pduano, cerca de 32%, e para raças gigantes, como o: Lancashire e Frizado Parisiense, 38% de proteína bruta. É claro que não encontrará papas no mercado com todas as características, pois ficam muito mais caras, devo dizer que a papa que eu utilizo para os meus Parisienses, deverá juntar à papa de cria à mão Proteínas vegetal e animal, ou seja, por exemplo de soja e lactoalbumina, que contém todos os aminoácidos necessários ao desenvolvimento, devendo ser equilibrada em 45% de proteína vegetal: 55% de proteína animal, acompanhadas de fosfato bicalcico, para um melhor desenvolvimento ósseo.


Nesta altura a Gordura bruta deverá ter um valor máximo de 8%, os minerais que na vida normal são de 3%, nesta altura terão de triplicar, as fibras e cinzas na ordem dos 3%. É conveniente entre a mistura que se fornece a os papas, os Hidratos de Carbono andarem pelos 58 a 60%, o que quer dizer que não se deve fornecer muita aveia juntamente com o alpiste, pois torna-se muito indigesta.


A ambas as papas deveremos juntar um Probiótico à base de lactobacilos, para reposição constante de flora intestinal, e um antibiótico leve, próprio para crias, para prevenção de doenças intestinais. A papa de cria à mão normalmente só é utilizada durante os primeiros 8 a 10 dias, pois a partir dessa altura não a aceitam mais, daí, na papa que se coloca no comedouro para os pais a fornecerem aos filhotes, deverá continuar a possuir as qualidades protéicas e todas as outras acima referidas, pelo menos nos primeiros 30 dias de vida.


Se morrerem após o quinto ou sexto dia, é bem mais grave, pois se passam os 3 primeiros dias, não se trata de falta de alimentação, mas sim de doença, pois, muito embora eles possam morrer em estado de eventual magreza, deve-se ao fato de estarem doentes e os pais ao constatarem isso, na maioria dos casos acabam por lhes deixar de dar comer.


Normalmente a doença que aparecer entre quinto e o décimo segundo dia é a Colibacilose, originada pela bactéria Ech.Coli, que é a que mais mata no ninho, a par eventualmente da Proventiculite.


Se os pais estão aparentemente bem, é Colibacilose. Se os pais estão um pouco abatidos, a ficar gradualmente magros, é bem pior, é Proventriculite, e esta doença praticamente não tem cura.


Vamos começar pela hipótese da Colibacilose; A colibacilose normalmente tem duas vertentes que atacam ao mesmo tempo, que é a de via intestinal e a de via respiratória, daí há necessidade de efetuar um tratamento, 5 dias antes da previsível postura (este tratamento põe-os imunes durante 15 dias a 3 semanas), com um antibiótico que possua a capacidade de prevenir a Colibacilose, Coccidiose, Salmonelose e Micoplasma, que normalmente será necessários associar-se dois antibióticos, que sejam compatíveis, administrar pelos menos 5 dias, sempre com complexo vitamínico-mineral-aminoácido.


Tal como outros grandes criadores nacionais e estrangeiros, eu não aconselho dar legumes na época das criações, pelo menos nos primeiros dias pois embora sejam muito apetecíveis, são a causa da origem da salmoneloses e colibaciloses, já que ou estão mal lavados, ou demasiado indigestos, face à fermentação, para além de nos canários de porte ser um fator de fraco desenvolvimento. Eu próprio não dou legumes aos meus canários há três anos, e tenho casais a criar desde 1995, que nunca estiveram doentes. Claro que, os legumes são ricos em minerais e sódio, que tudo isto é facilmente substituível com um complexo multimineral (eu utilizo um à base de extratos de algas). O sódio resolveremos com uma colher de sopa de sal de cozinha, por cada quilo de papa. O sódio é importante porque evita o picacismo e canibalismo. Quanto à fruta, nesta altura não dar mais que um pouco de maçã e ou cenoura cortada e não ralada, pois a cenoura ralada azeda e fermenta de imediato, uma vez por semana.


Dar menos sementes negras (gordas) e mais papas, devendo 15 dias antes das criações dar dia sim dia não, dar todos os dias durante a época da postura, parar na incubação e recomeçar a dar 2 dias antes do filhotes nascerem, a partir daí dar todos os dias até à sua separação, entretanto os pais no novo ciclo da incubação, continuando os filhotes com papa diária até os 45 dias, retomando depois uma alimentação normal.


Se a papa é de molhar, nunca deve ficar de um dia para o outro, e se a umidade da papa é grande, e a umidade ambiente é mais de 60%, deverá estar disponível para os canários no máximo 2 horas.


À noite convém deixar a chamada papa húmida (de ovo), e para a enriquecer um pouco, deverá juntar-se lhe papa húmida de insectívoros, pois tem mais proteína.
Luiz Pirez Ovar
Revista Pássaros Ano 7-nro 33/2002
Arquivo editado em 25 Maio 2003







quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A DIARREIA

A DIARREIA

A diarréia é um aumento no teor hídrico da porção fecal dos excrementos. A área pericloacal, a área que circunda o ânus, fica freqüentemente suja com fe­zes acumuladas nas penas e na pele. As fezes podem conter bolhas, sangue ou muco e podem ficar fétidas. Em muitos casos, o proprietário da ave acredita que a ave apresenta uma diarréia quando na verdade apresenta uma poliúria (um au­mento na urina nos excrementos).



Diagnósticos Diferenciais para· Diarréia


1. Infecciosos


a) Bacterianos: bactérias Gram-negativas (Borrelia, Campylobacter, Citrobacter, Escherichia coli, Pasteurella, Salmonella, Yersinia, outras), bactérias Gram-positi­vas (Clostridium, megabactérias, Mycobacterium, Streptococcus, outras).
b) Clamidiais: Chlamydia psittaci.
c) Micoplasmáticos: Mycoplasma.
d) Virais: adenovirose, astrovirose, calicivirose, coronavirose, enterite viral dos patos, enterovirose, hepatite com corpúsculos de inclusão dos pom­bos (herpesvirose), influenza, doença de Marek, ortovirose, doença de Pacheco, parvovirose, poliomavirose, paramixoviroses 1, 3 e 5 (incluindo a doença de Newcastle) , OBPP, reovirose, rotavirose, doença causada por um agente semelhante a um togavírus, retrovirose (grupo leucosel sarcoma).
e) Fúngicos: Candida.
f) Parasitários: ascarídeos, Atoxoplasma, Capillaria, coccídios, Cochlosoma, Cryptosporidium, fascíolas, Giardia, Hexamita, Histomonas, Microsporum, Sarcocystis, solitárias, Toxoplasma, Trichomonas.


2. Metabólicos: hepatopatias. (Iipidose, hepatite), nefropatias, pancreatite, in­suficiência pancreática.


3. Nutricionais: alteração dietética, malnutrição crônica, alimentos com baixo teor em fibras ou alto em gor­duras, teor hídrico alto na dieta (fru­tas, legumes e verduras).


4. Tóxicos: carbamatos, chocolate, colecalciferol, chumbo, nicotina, nitratos, organofosforados, sal, xampus, zinco.


5. Físicos: obstrução gastrointestinal, corpo estranho, hérnia abdominal, fecálitos, impactação com areia, pos­tura de ovos iminente, atravessamento de oval peritonite.


6. Comportamentais: estresse.


7. Neoplásicos: papiloma cloacal.


8. Latrogênicos: antibióticos.


9. Não classificados: síndrome hemorrágica das ararinhas.


Sinais


As causas comuns de diarréia nos psitaciformes incluem clamidiose, ente ri te bacteriana, toxicose por chumbo ou zinco, ascarídeos e hepatopatias e, no caso das cacatuas e dos papagaios cinzen­tos africanos importados, as fascíolas. A doença de Pacheco, poliomavirose, reovirose e candidíase também constituem causas razoavel­mente comuns nos psitaciformes. Os canários e os passeriformes apresen­tam comumente diarréia como resul­tado de enterite bacteriana ou de coccidiose. A diarréia nos mainás e nos tucanos resulta comumente de hemocromatose, enterite bacteriana ou coccidiose. Os coccídios constitu­em uma causa importante de diarréia nos pombos e nas aves de quintal.


As causas comuns de diarréia em aves jovens incluem enterite bacteriana, candidíase, poliomavirose e corpos estranhos gastrointestinais. Em geral, as aves jovens exibem sinais de infecção mais severos no caso de doenças parasitárias e virais.


As aves isoladas e as de coleções fechadas ficam comumente doentes devido a enterite bacteriana, toxicoses, hepatopatias, doenças nutricionais, neoplasias, candidíase e corpos estra­nhos. Também se observam doenças bacterianas e virais crônicas (por exemplo, clamidiose, micobacteriose) e doenças com estados portadores.


As aves recém-expostas a outras aves ficam comumente doentes como resultado de doenças infecciosas, incluindo doenças bacterianas, virais e parasitárias. Isto resulta de um estresse e de uma exposição a uma doença infecciosa. As enfermidades que ocorrem em aves isoladas tam­bém ocorrem em situações de grupo.


As más técnicas de manejo, tais como a falta de procedimentos de qua­rentena, a compra de aves a partir de fon­tes não familiarizadas e a má higiene, aumentam o alastramento das doenças infecciosas. As dietas deficientes podem aumentar a suscetibilidade a doenças.


Suspeitam-se de etiologias infec­ciosas e tóxicas quando muitas aves são afetadas.


A anamnese dietética importan­te para uma ave com diarréia inclui o tipo da dieta, seu frescor. As dietas com baixo teor em fibras, os alimentos ricos em gorduras e as dietas com um teor hídrico alto, por exemplo, abundância de frutas, legumes e ver­duras, resultarão em fezes líquidas. O acesso irrestrito a areia pode resultar em uma impactação com areia. Os ali­mentos embolorados ou anteriormen­te afetados podem conter micotoxinas que podem causar hepatopatias. As di­etasricas em gorduras (por exemplo, rações de sementes) e as dietas não balanceadas (deficientes em biotina, colina e metionina) podem levar a uma lipidose hepática.


Os fatores ambientais importan­tes incluem o acesso a toxinas poten­ciais, higiene e a exposição a aves sil­vestres ou a vetores patológicos.


Porém em caso de diarréia, pro­cure assistência veterinária, especi­alizada em Aves, para um diagnóstico eficaz.

Dra. Ana Roberta de Almeida Coutinho


Médica Veterinária Especialista e Aves Clínica de Aves (Halopatia e Ho­meopatia

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O PIOLHO

Uma das grandes Preocupações dos criadores de aves são sem sombra de duvida os piolhos, e principalmente na época de criação..

As tres principais espécies e as que mais encómodos e danos provocam são:

Piolho Vermelho (Dermanyssus Galliani)


Piolho Negro (Amalga Negro)


Piolho cinzento (Picobia Bipectinata)


O piolho cinzento e o piolho negro alimentam-se de descamaçoes da pele e das penas das aves, só pontualmente chupam sangue, estes dois tipos de piolho são considerados um problema efectivo se, se multiplicarem deforma descontrolada.


O piolho atacando de forma continua pode levar os passarinhos a um estado debilitado tal que provoca a sua morte, principalmente os pequenos pasarinhos jovens que se encontram no ninho, sem qualquer defesa.


Os passarinhos jovens atacados de forma continua ficam como que esbranquiçadas, e morrem fracas e débeis..


Como Detectar A presença De Piolhos Nos Seus Passarinhos...


O passarinho infestado de piolhos, mostra-se muito inquieta e agitada, e tenta a todos os modos livrar-se do parasita, quer atravez de banhos no bebedouro quer picando-se constantemente, o que vai provocar um estado menos bom a plumagem.


Todos estes esforços continuos vão provocar um enfraquecimento dos passarinhos, inclusivamente podera acontecer que os machos dexem de cantar..


Piolho Negro..
Por um simples exame aos passarinhos detecta-se este piolho, basta estender a asa da ave, e observa-la a contraluz, vão notar-se uns pequenos pontos que se deslocam rapidamente ao longo das rémiges.


Piolho Cinzento..Vive preferencialmente nos barbados das penas, e tambem com um exame com cuidado ao passarinho pode detectar este parasita.


Piolho Vermelho..
Este piolho, não vive no passarinho, sendo um animal nocturno só ataca as nossas aves durante a noite, estando escondido durante o dia, nos mais diversos locais da gaiola:


Poleiros ocos


Ninhos

Fréchas das gaiolas

Material de tecido

Inclusivamente podem estar escondidos a distancias consideraveis das gaiolas e atacarão durante a noite...


Esta espécie quando não controlada vive em colónias de milhares de piolhos....

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Distinguir o sexo dos pintassilgos







 



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

AVENTURA OCHROCEPHALA

AVENTURA Amazona ochrocephala





Aqui vou descrever uma verdadeira aventura.

Um amigo meu com um casal destes papagaios fez-me o desafio de tentar criar ovos de um casal de papagaios que não chocava os ovos.Sem mais pensar aceitei, e nem imaginava o que viria por a frente.


Para inicio o choco foi de 27 a 29 dias, com a particularidade de ter de virar diariamente os ovos e controlar a humidade.

Até aqui tudo bem mas passar os dias seguintes a dar comida de duas em duas horas dia e noite, pois foi feito o inconveniente de serem deitados no choco de dois em dois dias como foi da postura lá na casa dele só passando para mim já nesta situação, foi obra.


 Mas o resultado compensou, com a ajuda de meios disponíveis para este fim como papas seringas etc.

 

Nasceram 3 papagaios mas infelizmente um morreu dois dias depois de nascer a causa foi falta de experiência penso mas; dois deles cresceram como se pode ver ai nas fotos. É fantástico sentir que estamos a dar uma vida a uma ave que podia nunca nascer e saber que estamos a contribuir para mais um exemplar e para a alegria de quem tem um papagaio.



Terminado a minha obra devolvi ao meu amigo os animais já a comerem sozinhos e a quererem já dizer alguma coisa. Melhor foi eles não dizerem pois não queria ouvir por tão difícil ter sido a hora de os ver partir.




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